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Lenda: A tomada do Castelo de Aljezur
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D. Paio Peres Correa, e entramos agora no mundo da bela lenda, conhecedor da situação privilegiada da velha fortaleza e da vigilância apertada que os moiros exerciam, mandou batedores no intuito da estudar as características do local e os hábitos das gentes, com vista à elaboração do seu plano de ataque.
Conseguiram “aliciar” uma moira de nome Maria Aires, de raro encanto, que lhes contou, como era costume e habito muito antigo e ainda observado, na madrugada do dia 24 de Junho os habitantes da região irem tomar banho à Praia da Amoreira. Tanto bastou para que D. Paio arquitectasse o seu plano de ataque, tirando proveito daquela tradição moirisca. Assim, na noite de 23 para 24 de Junho, as nossas tropas esconderam-se num vale próximo do castelo que hoje è conhecido pelo Vale de D. Sancho, em honra daquele nosso valoroso Monarca (D. Sancho II) e aguardaram que, com o amanhecer, os moiros iniciassem o seu ritual.
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Lenda: AS SANTAS CABEÇAS
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Na ponta mais ocidental do Algarve, aí está o concelho de Aljezur. Da sua antiguidade dão notícia achados arqueológicos do paleolítico e elementos de cultura mirense (4.000 AC), para além de descobertas de cerâmica grega. Pois na Igreja matriz desta vila estão depositadas duas caveiras conhecidas como Santas Cabeças. Um pouco de toda a região ali afluem grupos de pessoas, padecendo de mordeduras de cães e de outros animais, dores de cabeça e de dentes, males de coração e outros. Procuram lenitivo, cura. E aquelas relíquias são veneradas e dizem-nas milagrosas. E a história vem do tempo do Rei D. Manuel I e do Bispo do Algarve D. Fernando Coutinho.
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Tradição: O Banho 29
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“Banho 29” como ficou conhecido, tornou-se uma tradição entre os serranos, crentes, de que neste dia de Agosto as águas do mar se encontravam bentas. Por isso, a 29 de Agosto, homens, mulheres e crianças banhavam-se no mar, levando consigo os animais domésticos e nem o gado escapava ao banho.
Montados em burros, a pé, conduzindo em grupos, rebanhos de cabras, bodes e ovelhas, jumentos, mulas e até cavalos utilizados na lavoura das terras, as populações rurais desciam da serra às praias mais próximas para o “Banho 29”.
Desde as praias no concelho de Aljezur, como Bordeira, Carrapateira e Odeceixe, passando pelos areais de Lagos, Portimão, Quarteira, Manta Rota e Vila Real de Santo António, a população do campo juntava-se em grupos para cumprir a tradição.
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